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Meu Livro >> Capítulo Completo
Brasil, São Paulo, 10 de Fevereiro de 2011. Abrindo os olhos na madrugada novamente, ele acendeu a luz de seu quarto e abriu uma gaveta empoeirada, não limpada há uma enormidade de tempo, pegando a folha em branco, como era de praxe, desabafou: “São três da manhã, faltam-me palavras para descrever o que sinto em plena madrugada, (…)
O Senhor dos CD’s – Prólogo
A Criação
Aqui narrar-se-á a história da criação dos planos conforme contada aos homens pelos próprios deuses assim que eles abandonaram sua condição ébria para renascer. No início havia o Oblívio. Deu-se que foram concebidos a partir do absoluto e do nulo os deuses. E desta mesma matéria criou-se o plano onde habitam os deuses, o Empíreo. (…)
Crônica IV – Escuro
- Acordem. O sussurro acordou imediatamente aos dois. Ehrmo estava olhando através da brancura da névoa que se estendia na rua. Escondido pela cortina, seu olho azulado procurava cada movimento estranho. Havia apenas um silêncio estranho, e o frio que aumentava progressivamente. – Há pessoas lá fora. – sussurrou de novo, e os dois companheiros (…)
Crônica III – Vermelho Rubro
- Miserável! O som de berros ao redor mencionava que eles ainda estavam ali. Ehrmo permanecia abraçado com seus dois companheiros, agachados em meio à névoa e a poeira alta. – Estão todos bem? – sussurrou ele para os dois. Parecia que, embora tudo a sua volta estive destruído, aquele pequeno espaço se manteve intacto. (…)
Crônica II – Sangue Nobre
Revirei minhas memórias até poder me lembrar do passado, que embora não fosse tão distante, já não parecia ter sido algo real. Naqueles tempos onde podíamos caminhar normalmente sem nos preocuparmos de quem descendíamos ou simplesmente, a qual família servíamos. Éramos nobres, indiferentes de nosso sangue e de nossa necessidade. Possuíamos servos, embora em minha (…)
Crônica I – Olhos de Prata
Silenciosamente eles caminharam através da noite. Sorrateiros, seus passos não emitiam som algum, e seus semblantes não eram vistos através da penumbra que se adensava cada vez mais. – Falta pouco para alcançarmos. – Disse o primeiro, seguindo na frente dos outros dois que lhe seguiam. Tomando a liderança do grupo, avançou pela estrada solitária (…)
Chuva
Ela caiu silenciosamente sobre a terra. Uma dama intocável, de pele clara e cabelos negros e longos. Seu vestido longo e azul, acompanhado pelos bordados brancos que deslizavam de lado a lado, estendia-se através da grama antes seca. Os cabelos esvoaçantes pelo contato de seu noivo, que lhe acompanhava junto às nuvens escuras, com seus (…)