Ruas vazias
Já não existem mais os dias em que andei em ruas vazias, não sinto mais o frio e solidão que tanto me confortavam, eram tempos que valiam lembrar.
As minhas memórias cortaram as minhas próprias pernas e passo a rastejar entre muros caídos e a corpos vestidos de sangue. O céu cinza delimitava o tamanho da minha esperança, não poderia me levantar e só me restou olhar para o chão sujo e molhado, outro limite para o sentimento de estar preso.
Os ventos que corriam pela madrugada já me avisavam que estava por vim uma tempestade trazendo seu choro de raiva, nós tínhamos decepção em comum.
No meu quarto havia muito silêncio, foi o que restou daquela rua abandonada e molhada com altos prédios de vidraças quebradas e paredes até a metade. O odor da destruição era evidente, o medo e a dor traziam um caminho decadente, singular e obsceno. Ao chegar perto de cada porta podiam-se ouvir os passos das crianças correndo, lembro-me como era familiar.
Cenário de completa desordem em que às vezes a chuva parecia consumir todo o esquecimento daquele lugar de infinitos detalhes. De joelhos senti os crimes que jamais cometi, barbárie foi um fato e violência foi algo concreto.
Aqui do meu quarto, fitando a penumbra tento esquecer…
Acender as Luzes
Ruas vazias
Já não existem mais os dias em que andei em ruas vazias, não sinto mais o frio e solidão que tanto me confortavam, eram tempos que valiam lembrar.
As minhas memórias cortaram as minhas próprias pernas e passo a rastejar entre muros caídos e a corpos vestidos de sangue. O céu cinza delimitava o tamanho da minha esperança, não poderia me levantar e só me restou olhar para o chão sujo e molhado, outro limite para o sentimento de estar preso.
Os ventos que corriam pela madrugada já me avisavam que estava por vim uma tempestade trazendo seu choro de raiva, nós tínhamos decepção em comum.
No meu quarto havia muito silêncio, foi o que restou daquela rua abandonada e molhada com altos prédios de vidraças quebradas e paredes até a metade. O odor da destruição era evidente, o medo e a dor traziam um caminho decadente, singular e obsceno. Ao chegar perto de cada porta podiam-se ouvir os passos das crianças correndo, lembro-me como era familiar.
Cenário de completa desordem em que às vezes a chuva parecia consumir todo o esquecimento daquele lugar de infinitos detalhes. De joelhos senti os crimes que jamais cometi, barbárie foi um fato e violência foi algo concreto.
Aqui do meu quarto, fitando a penumbra tento esquecer…














não sei se é o psicologico do personagem, mas até pareceu um cenário pós-guerra.Manda mais, to gostando o/
É isso mesmo, comecei a escrever sem compromisso ou tema algum, mas a partir de um ou dois elementos, tenter deixar subliminar que é um cenário pós-guerra, adoro filmes de guerra…