Apagar as luzes | a-/A+

Acender as Luzes

Ossos vagos


Ossos vagos
Rugas diante do espelho,
Completa-se o velho, a sangria do homem
E mais nada pode impedir que articulações
Quebrem com tanta ferrugem.
No mais convidativo do olhar, de medusa,
Que balança feito um pendulo e hipnotiza
A velha soma dos dias e anos.
Como uma folha de papel queimada de cima para baixo,
Nesse sentido que mostra a decadência, é unilateral
Não tem volta.
Morto, nos meses em que fez perecer flores em coroas,
Embaixo da terra, dos vermes e de toda a carne podre,
Sente-se vazio, confiou em promessas de lugares bonitos
Que comprou por obediência e bom comportamento,
Arrepende-se, fúria, deixou a vida passar e não deu tempo de sorrir.
Jogado as traças, ao esquecimento, fora do padrão junto a tantos
Falhos e inglórios de vidas vazias sem sentimentos,
Lamenta em outra periferia sem distancia, sem lugar, sem vida
Chora diante da escuridão e do ambiente sufocante,
Confirma para si mesmo que se perdeu e tornou-se impossível
De se achar, nada de contatos e carinhos, nada de sociabilidade
Outro universo urbano.
Certificou-se que é apenas ilusão,
Mais outra visão da completa solidão…
Escrevi Ossos vagos como uma forma de “homenagear” hoje que é dia de Finados, não sei se é ironia, caso achem que é rude, me perdoem.


Acender as Luzes


Ossos vagos

Ossos vagos
Rugas diante do espelho,
Completa-se o velho, a sangria do homem
E mais nada pode impedir que articulações
Quebrem com tanta ferrugem.
No mais convidativo do olhar, de medusa,
Que balança feito um pendulo e hipnotiza
A velha soma dos dias e anos.
Como uma folha de papel queimada de cima para baixo,
Nesse sentido que mostra a decadência, é unilateral
Não tem volta.
Morto, nos meses em que fez perecer flores em coroas,
Embaixo da terra, dos vermes e de toda a carne podre,
Sente-se vazio, confiou em promessas de lugares bonitos
Que comprou por obediência e bom comportamento,
Arrepende-se, fúria, deixou a vida passar e não deu tempo de sorrir.
Jogado as traças, ao esquecimento, fora do padrão junto a tantos
Falhos e inglórios de vidas vazias sem sentimentos,
Lamenta em outra periferia sem distancia, sem lugar, sem vida
Chora diante da escuridão e do ambiente sufocante,
Confirma para si mesmo que se perdeu e tornou-se impossível
De se achar, nada de contatos e carinhos, nada de sociabilidade
Outro universo urbano.
Certificou-se que é apenas ilusão,
Mais outra visão da completa solidão…
Escrevi Ossos vagos como uma forma de “homenagear” hoje que é dia de Finados, não sei se é ironia, caso achem que é rude, me perdoem.

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4 Comentários Últimas Publicações

  1. novembro 2nd, 2009 | jessica

    má.. esse texto soh me fez pensar mais sobre o outro lado da coisa.. mas colocar o "lado bom" da morte nao dá uma boa impressao neah? rs uma pequena criatura fez uma observação depois q leu q eu to tentando entender ateh agora: "eu tinha racismo antes"

  2. novembro 3rd, 2009 | J

    muito bom kra expressasse isso tudo de uma maneira que ainda antes, eu nao havia percebido.muito bom mesmo, espero que venha mais em breve ^^

  3. novembro 3rd, 2009 | L.H.C.

    MUITO BOM!!!Parabéns

  4. novembro 3rd, 2009 | anja.

    bem realista, viajei agora imaginando enquanto lia. Parabens



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